| Nossa
rota ao encontro do jazz and blues teve início em Chicago,
a terceira maior metrópole dos Estados Unidos. Esta às
margens do famoso Lago Michigan, um dos maiores do mundo, com 58.000
km². CHICAGO deriva de uma expressão de origem indígena,
e foi dado por seu desbravador, Luis Joliet e significa cebola,
isso em função da grande quantidade desse produto
cultivado na época.
Essa cidade foi eternizada em muitos
filmes, dentre os quais As Duas Faces do Crime, Intriga Internacional,
O Fugitivo e Os Intocáveis. Em 1871, um grande incêndio
a destruiu, porém ela logo foi reconstruída. Da tragédia
restou intacta apenas a Water Tower.
Chicago é
uma cidade eminentemente de negócios, não turística.
Mesmo assim, por ser economicamente forte, apresenta atrações,
como belos arranha-céus - dos quais os mais famosos são
o Sears Tower e o John Hancock. Deste, tem-se uma vista da Oak Street
Beach, a mais famosa das 31 praias ao longo do Lago Michigan. À
beira desse lago está o Grant Park, onde se localiza a famosa
Buckingham Fountain e, perto, o Navy Píer, um complexo de
lazer com muitas atrações.
Há o restaurante
de Michael Jordan, o astro norte-americano de basquete, o Lincoln
Park, point dominical do morador de Chicago e os famosos bares de
blues - que tornam a noite da cidade imperdível -, como o
House of Blues, o Famous Dave, o Buddy Guy’Legends e o Blue
Chicago. Sem esquecer o tour aos locais que serviram de locação
para Os Intocáveis.
Depois de conhecer a dinâmica Chicago, pegamos a Interstate
55, em direção ao Golfo do México, sendo que
nosso destino final seria New Orleans.
Cruzamos Illinois,
chegando ao Estado de Missouri, e paramos em Saint Louis, sua maior
cidade. Ela surgiu em 1764, quando Pierre Leclède, comerciante
francês de peles, fundou ali um entreposto de troca desse
produto, próximo à região em que os rios Mississipi,
Missouri e Illinois se encontram. O local recebeu o nome de Saint
Louis, em homenagem ao então rei da França, Luís
XVI.
Uma interessante
curiosidade que a cidade apresenta é a comunidade alemã,
responsável pela existência da maior cervejaria do
mundo, Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, e o único
McDonald’s flutuante do mundo, no formato de um tradicional
vapor do Mississipi.
A região também
é conhecida por ter sido palco dos célebres romances
de Mark Twain: Tom Sawyer, escrito em 1876, e Huckleberry Finn,
em 1884.
Dentre as principais
atrações turísticas da cidade, destacamos o
Arco de Saint Louis (Gateway Arch), o maior monumento dos Estados
Unidos, erigido em homenagem à expansão para o Oeste.
Ele tem 192m de altura - o dobro do tamanho da Estátua da
Liberdade, de Nova York - e permite que se alcance seu ponto mais
alto pela estrutura interna do arco, com uma espécie de pequeno
trem elétrico.
Outra atração
imperdível são os passeios pelo Mississipi, a bordo
de barcos a vapor que são verdadeiros cassinos flutuantes.
Saímos de St Louis em direção a Memphis, pela
55, alcançando o Estado de Arkansas, lar do ex-Presidente
Bill Clinton - fato que é devidamente registrado por uma
placa, na estrada. Na estrada não é raro deparar-se
com uma casa sendo puxada por um carro.
Finalmente, chegamos
a Memphis, no Tennessee, onde muitas atrações nos
aguardavam.
Nossa primeira visita foi a Mud Island,
onde fica o Museu do Rio Mississipi, com toda a história
da colonização à beira desse rio, a história
do jazz e do blues e onde está guardada a réplica
da famosa Memphis Belle, a fortaleza voadora da Segunda Grande Guerra,
cuja a história foi relatada em filme. Nessa ilha pegamos
um trem suspenso, atravessando por cima do Mississipi.
Conhecemos o famoso Sun Studio, onde
Elvis Presley foi descoberto como cantor e onde gravou seu primeiro
disco - como outros famosos: BB King e Jerry Lee Lewis.
Outra atração da cidade igualmente se relaciona a
Elvis Presley: Graceland, a casa em que ele morou nos últimos
anos e onde faleceu e que foi transformada em museu. Ela guarda
a coleção de carros do cantor e seus aviões,
além de numerosos objetos pessoais e outros, relacionados
à sua vida.
Outra importante
atração é o W. C. Handy House Museum, criado
em homenagem a William C. Handy, o pai do blues.
Muito interessante
é a Beale Street, a rua tem uma característica peculiar
que é a grande variedade de casas de blues. Além disso,
os visitantes têm a oportunidade de conferir museus e lojas
especializadas no tema. Passamos três noites consecutivas
visitando-as. Delas, a mais procurada é a BB King’s
Blues Club, de propriedade de BB King.
Memphis, além de ser berço
de artistas e cantores, guarda também uma recordação
trágica: ali aconteceu o assassinato de Martin Luther King.
Retornamos à
55, cruzando o Estado de Lousiana (Foto 21), chegando a New Orleans,
à beira do Golfo do México, onde o Mississipi deságua.
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