Região muito chique da França.
De lá, saíram nomes de grifes famosas, drinks tradicionais
e nomes que ditaram a moda. Também ficou bastante popular por
ter sido o primeiro lugar onde as mulheres tiveram a ousadia de tirar,
na praia, a parte de cima do biquíni (topless) e a debaixo (bottomless).
Chegamos nessa região de trem,
começando a viagem por Nice. É bom salientar que o transporte
mais barato é o trem, no qual você pode percorrer todo
o trajeto da Riviera Francesa. Mas nós optamos por alugar um
carro conversível, porque queríamos aproveitar a bela
paisagem ao longo do caminho e por causa das condições
favoráveis de aluguel que a baixa temporada oferece. Para se
ter uma idéia, conseguimos esse tipo de veículo quase
pelo preço de um popular.
A vantagem da chegada por Nice é
que ela se encontra no meio da Côte d’Azur. Possui uma ótima
estação de trem, bem com um excelente centro de informação
sobre hotéis. É o balneário mais barato da Riviera
e ótimo para se conhecer a pé. No primeiro dia, fomos
passear na beira-mar para conhecer a famosa Promenade des Anglais, avenida
que abriga o famoso hotel Négresco, além do Museu Masséna
(coleções de pinturas, fotografias e objetos de Nice,
cerâmicas, jóias, armaduras de Napoleão e do marechal
Masséna).
No final da avenida, há um elevador
no qual subimos para apreciar a linda vista da Baie des Anges. Em seguida,
fomos para a parte medieval da cidade chamada Vieux Nice. Andamos pelas
ruelas, a maioria repleta de casas coloridas. Fizemos compras no supermercado
e voltamos para a Promenade des Anglais, onde ficamos sentados em cadeiras
gratuitas - há centenas delas espalhadas, para ver o pôr
do sol.
No dia seguinte, fomos então conhecer
a Côte d’ Azur. São 150km, beirando o mar Mediterrâneo
pela estrada N-98. Estava um pouco frio, pois era início de primavera.
Seguimos para o lado oeste, na direção de St. Tropez,
passando por Cannes. A paisagem é maravilhosa! A estrada lembra
a nossa Rio-Santos: íngrime, rochosa e cheia de curvas.
Paramos em Cannes, lugar muito mais caro
que Nice. A cidade estava se preparando para o festival de cinema. Cannes
também foi palco da famosa costureira Coco Chanel, que propagou
o bronzeamento de pele nos anos 20, tornando-se uma moda em todo o litoral.
Descemos pela Promenade de La Croisette (parece uma paisagem de cinema)
até o Plais des Festivals. Paramos na cidade velha de Cannes,
onde existe uma torre famosa do século XIV.
Metade das praias de Cannes é
privada. Para freqüenta-las, paga-se de 15 a 20 dólares.
A outra metade é pública. Ao todo, são dois quilômetros
de praia.
Seguimos para Cap Du Dramont. Para quem
tem fixação pela história como nós, é
um lugar imperdível. Foi cenário da maior operação
de guerra anfíbia da história, o dia da invasão
aliada da Normandia, fato conhecido como Dia D. Há um memorial
com a exposição dos barcos que participaram do desembarque
e que marcaram o início da campanha que viria pôr fim à
ocupação alemã da Europa na Segunda Guerra Mundial.
Quem leu nosso relato na Rota do Jazz and Blues, especificamente em
nova Orleans, poderá ter acesso ao hiperlink sobre o criador
deste barco.
Continuamos até St. Raphael, nome que deu
origem a um tradicional aperitivo. Nossa passagem foi rápida,
apenas visitamos um museu de tesouros resgatados por Jacques Cousteau.
Nos dirigimos para St. Tropez (a 75km
de Cannes), onde impera o luxo e a sensualidade nas mulheres. É
um dos balneários mais procurados por chiques, bacanas e famosos.
Neste lugar, todos respiram riqueza.
Lá, está o Musée
l Annonciade ou Musée de St. Tropez, o maior acervo de arte moderna
da Riviera. À tarde, fomos para Port Grimaud, um vilarejo que
lembra o povoado do século XVI e é também um point
da cidade.
Retornamos para Nice. No dia seguinte,
seguimos para Mônaco.
Mônaco é muito pequeno, apenas 1.500 quilômetros
quadrados. Já esteve sob o comando da Espanha, da França
e da Sardenha. Emancipou-se em 1.861, sendo portanto um principado.
Só para relembrar: em 1.956, o
príncipe Rainier se casou com a atriz americana Grace Kelly.
Eles tiveram três filhos: Caroline, Albert e Stephanie. Nos anos
50, o príncipe Rainier elaborou um plano de desenvolvimento econômico,
no qual as pessoas que desejavam se estabelecer no país ficavam
isentas do imposto de renda. Isso fez com que muita gente famosa levasse
suas fortunas para dentro de Mônaco.
Na ocasião da nossa passagem,
Mônaco estava se preparando para a corrida de Formula 1. Ao chegarmos,
fomos direto para o Palais du Price. Parte do Palácio data do
século XII e algumas alas são abertas para a visitação
do público, tais como o Musée Napoléonien que guarda
vários objetos pessoais de Napoleão. A pé, dá
para ir a Cathédrale de Mônaco (construída em 1.875),
onde estão enterrados a princesa Kelly e outros membros da família
real.
Nos dirigimos para o Cassino de Monte
Carlo (parte dele foi construída em1.878), estabelecimento no
qual se precisa ter todo o cuidado com os seguranças. Eles observam
da cabeça aos pés e, dependendo de suas vestimentas, não
te deixam nem olhar. Depois, saímos sem rumo. A pé, percorremos
o trajeto da Fórmula 1 e encontramos muitos mirantes para fotos.
Retornamos para Nice, onde ainda passamos
rapidamente por Cap du Ferrat, e pegamos o trem para Roma.