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Nossa viagem à Oceania
teve início em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia.
Para chegar lá, decolamos de São Paulo e fizemos uma
escala em Los Angeles.
Nova Zelândia
tem como capital Wellington e se compõe de duas ilhas: a
Norte (onde estivemos), e a Sul. Segundo algumas pessoas, nesta
o turismo é radical, enquanto na ilha Norte é contemplativo
- porém nós nos deparamos, ali, com atividades radicais.
Em Auckland fomos
conhecer o Sky Tower, observatório igual a tantos outros
existentes ao redor do mundo, o Museu da Cultura Polinésia,
onde você conhece os usos e costumes dos Maoris, primitivos
neozelandeses, e o Museu Marítimo da Nova Zelândia,
que recomendamos aos aficcionados por navegação. Vale
lembrar que os neozelandeses dominam os segredos da navegação
e Auckland é a cidade que, no mundo, possui mais embarcações
por habitante.
Com um carro alugado,
partimos em busca de natureza, de que a região é farta.
No caminho, encontramos parte da maior população da
Nova Zelândia: ovelhas. Acredita-se que elas sejam em torno
de 70 milhões; felizmente, espalhadas por todo o território
nacional...
Waitomo foi nossa
primeira parada e onde tivemos o primeiro contato com atração
de alta adrenalina - o cave rafting. Se desejar praticá-lo,
você se equipará com roupa de neoprene, lanterna na
cabeça e uma bóia. Entrará em uma caverna (escura)
a pé, até encontrar um rio subterrâneo e (ainda
no escuro) iniciará o rafting. Tudo com 4 horas de duração.
Uma característica
das cavernas de Waitomo é o teto repleto de larvas chamadas
glow worm, com aspecto de fluorescência, o que faz assemelhar-se
a um céu estrelado. A fim de melhor observarmos esse fenômeno,
fizemos um passeio de barco por dentro da caverna. Foi lindo!
Continuando a viagem,
seguimos para Rotorua, para entender porque os Maoris chamam seu
país de “Alma de Fogo da Terra da Grande Nuvem”.
Nessa região, vapores sulforosos brotam de todos os lugares
e exalam forte cheiro de enxofre.
Viajando em direção
a Taupo, nossa próxima escala, chegamos a Wa-o-tapu, onde
o gêiser Lady Knox todos os dias entra em erupção
às 10 horas e 15 minutos. Até parece um zeloso funcionário
a serviço dos turistas: não falha. Antes da erupção,
um empregado do parque em que o Lady Knox se encontra despeja nele
sabão em pó - e o gêiser jorra a cerca de 20
metros de altura.
Ainda em Wa-o-tapu,
visitamos o Parque Nacional de Tongarino e conhecemos alguns vulcões
- sendo o maior deles o Ruapehu. Um ponto alto desse passeio é
comer milho cozido na boca de um vulcão. Compartilhamos essa
experiência: maravilhosa! Foi o melhor milho que jamais comemos.
Outra atração
de alta adrenalina é o huka jet, um barco dirigido em alta
velocidade. Ele executa manobras radicais, tirando verdadeiros finos
dos penhascos que beiram os rios, até a chegada a uma cachoeira
- tudo com a maior segurança.
Um passeio excelente
aconteceu em Rotorua: uma visita à uma vila Maori, onde tivemos
oportunidade de conhecer aspectos da cultura desse povo, como tipo
de moradia, dança, folclore, etc.
Não podemos
deixar de mencionar o kiwi, ave-símbolo da Nova Zelândia,
de hábitos noturnos e que faz ninho em tocas. Assemelha-se
a uma grande codorna sem asas, com bico comprido, e não possui
penas, mas uma penugem castanho-ferruginosa. O kiwi perdeu sua capacidade
de voar, pois desapareceram do país seus predadores naturais
- roedores e serpentes; assim, para ele, voar deixou de ser necessário.
Interessante observar que o fruto kiwi (quiuí, em português)
recebeu esse nome pela semelhança de sua cor com a cor da
penugem da ave.
Finalmente retornamos
a Auckland e voamos em direção à Austrália. |