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A EUROPA DE TREM
 
     PONTO DE PARTIDA PORTUGAL (2.000)
     
     Nossa viagem começou em maio. Viajamos por uma promoção da TAP, chamada Bom Dia Portugal, por cerca de 700 dólares. O pacote incluía: a passagem São Paulo-Lisboa, translado, hotel, refeições, um jantar em uma casa de Fado e uma conexão para Madri.

     No primeiro dia, acordamos bem cedo. Fomos para o Castelo de São Jorge, que possui uma bela vista da cidade. Descemos pelas ruelas da Alfama e pegamos o famoso bonde 28 que circula pelo centro de Lisboa. Subimos no elevador de Santa Justa, onde tomar um café no topo, segundo os portugueses você ganha a vista de Lisboa de graça. Em Belém, conhecemos a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos. E como não podia deixar de ser, aproveitamos também para provar os deliciosos pastéis de Belém.     

     No geral, a alimentação em Portugal é barata. Pagamos por um belo prato de bacalhau, bem servido para duas pessoas, cerca de 20 dólares. No segundo dia, fomos para o parque da Expo. A maior atração é o Oceanário, mas o visitante pode ainda andar de teleférico, visitar o shopping Vasco da Gama, além de conhecer muitas outras atrações. À noite, assistimos um show de fado, num restaurante no Bairro Alto.
     No dia seguinte, contratamos um taxista para conhecer os arredores. O táxi é um meio de transporte muito barato em Portugal. Praticamente, fizemos todo o percurso - Sintra, Queluz, Estoril, Cascais e Nazaré - dentro de um. O passeio durou um dia. Em Queluz, visitamos o Palácio de Queluz, onde residiu Dom Pedro IV (para nós, Dom Pedro I). Em Sintra, ainda na serra, observamos várias casas de campo dos lisboetas e o famoso Castelo que leva o mesmo nome da cidade. No litoral, conhecemos o cassino e o autódromo de Estoril. Já em Cascais, ficamos admirados com as suas belas praias.

     Ainda tivemos tempo de ir à Fátima, uma pequenina cidade onde a Santa apareceu no dia 13 de maio de 1.917, para três crianças: Lúcia Santos, Francisco e Jacinta Marta. Se estiver na região, vale também uma visita ao famoso Mosteiro de Santa Maria da Vitória, também conhecido como Mosteiro da Batalha, um símbolo do poder da dinastia Avis.

     À noite, pegamos a conexão para Madri, Espanha.

    MADRI
    
     Nos hospedamos em um hotel na Plaza Mayor (um dos locais mais conhecidos de Madri).

     Pela manhã, fizemos uma excursão em um ônibus aberto. Depois, fomos tomar umas cañas (cerveja) e comer umas tapas (petiscos).

     À tarde, assistimos uma corrida de touros (para nós, a tourada), mas prefiro não fazer comentários sobre essa tradição espanhola. A hospedagem nos 3 dias de Madri, ficamos em Hostais que é um tipo de pousada, muito em conta.
No dia seguinte, conhecemos o museu do Prado e assistimos um show de dança flamenca, em um restaurante.

     Madri é uma cidade mais cara do que Lisboa. Em alimentação, atrações.
No terceiro dia, pegamos um ônibus para conhecer Toledo, uma cidade da idade média. Passeio imperdível. Se puder, pernoite lá. Normalmente à tarde, depois que os turistas vão embora, a cidade é toda sua.

     No dia seguinte, pegamos o trem para Barcelona, nosso primeiro destino de trem.

    Optamos pelo Europass, sistema de passes que dá direito ao turista visitar por toda a Europa de trem. É bastante eficiente e pode ser adquirido inclusive no Brasil. Você compra o Europass, de acordo com os trechos que pretende cobrir. Em geral, é válido por seis meses. Para viajar, o turista marca o assento previamente ou paga um adicional, caso prefira dormir no vagão com leitos. Passar a noite viajando pode ser muito conveniente quando se quer economizar em hospedagem. Mas atenção: se optar pelo Europass, se abasteça de informação (horários, paradas e até sobre autorização para cruzar fronteiras, alguns exigem). Por falta de informação, a gente perdeu a paisagem exuberante no trecho Veneza-Munique, além de ter pago uma bela multa de 50 dólares cada..

     Outro detalhe importante para quem viaja de trem: todas as estações possuem um Central de Informação Turística que localiza vagas em hotel, de acordo com o preço que você quer pagar. Portanto, se não souber para onde ir, procure esses locais de apoio. Nós mesmos sempre escolhíamos um hotel mais em conta, sugerido por essas centrais.

    BARCELONA
 

     Chegamos em Barcelona (Espanha), pela manhã. Nossa estadia na cidade foi curta porque tínhamos outras prioridades. Por isso, fizemos então uma excursão pelos principais pontos turísticos: Vila Olímpica, Sagrada Família, Monumento de Colombo, as Ramblas e a Praça Catalunya, a Casa Batlló (de Gaudí), o bairro Gótico e Pueblo Espanhol. Barcelona é uma cidade moderna e tem ótimas casas noturnas. Sem dúvida, um lugar que pretendemos retornar.

    NICE
   
     Chegamos em Nice, na França, e alugamos um carro conversível. Fizemos um passeio de dois dias pela Côte D’Azur, cobrindo 150km de costa do Mediterrâneo. Conhecemos: St.Tropez, St.Raphael, Cap du Dramont, Cannes e Mônaco. Retornamos para Nice, devolvemos o carro e pegamos o trem para Roma.

    ROMA


     Dedicamos quatro dias em Roma, Itália. Nossos passeios eram de metrô (só existem duas linhas), a pé ou de táxi. O sistema de transporte público romano é péssimo e o trânsito, um inferno.

     No primeiro dia, fomos para o Coliseu e Fórum Romano. Passamos também no Circo Massimo (famoso pelas corridas de Bigas - eternizada no filme Ben-Hur) e na igreja Santa Maria para conhecer a Bocca Della Verità ou Boca da Verdade, em português. Trata-se de um local onde os medievais colocavam as mãos para testar a fidelidade. Diz a lenda que a boca cortava a mão de quem tivesse pecados.

     Pegamos um metrô e fomos para Piazza di Spagna, muito famosa por estar localizada numa região chique de Roma. Tem uma escadaria linda e cheia de azaléias. Depois, passamos na Fontana di Trevi. Lá, todo mundo joga uma moeda na fonte de costas, para retornar à cidade.

     No segundo dia, fomos para o Vaticano. Para entrar, você passa por vários detectores de metal. Decidimos não assistir a missa do Papa, pois presumimos que a visita ao museu seria mais tranqüila, uma vez que o lugar estaria mais vazio.

     De lá, andamos a pé até o Castelo de Sant’Angelo, construído para ser o mausoléu do imperador Adriano e acabou se transformando em uma fortaleza Papal na idade média.

     Paramos num restaurante para comer o recomendado “Filletti di Baccalà”, um prato de bacalhau muito barato. Mas ficamos decepcionados com as pizzas italianas. Tínhamos uma expectativa grande, achávamos que seriam melhores que as das pizzarias de São Paulo. Pelo menos, as que comemos, deixaram muito a desejar. Ou talvez não estivéssemos nos lugares certos.

     No terceiro dia, fomos para a Via APIA - estrada que “todos” os caminhos levam para Roma. Fizemos um piquenique nas Termas de Caracalla e aproveitamos para descansar um pouco da viagem que só estava começando.

     No dia seguinte, visitamos os museus de arte clássica e uma feira perto da praça Campidoglio.

     À noite, pegamos o trem para Veneza, Itália.
 
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