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África do Sul é o maior produtor mundial de ouro e
também um dos maiores de diamante.
Em seu litoral se
situa o Cabo da Boa Esperança, contornado no século
XV pelo navegador português Bartolomeu Dias, o que permitiu
a expansão marítima européia.
É
o país em que, em dezembro de 1967, na Cidade do Cabo, o
médico Christian Barnard fez o primeiro transplante de coração
humano do mundo - cirurgia que, depois, tornou-se rotineira.
É a terra
do desumano apartheid que, por 80 anos, segregou os negros em sua
própria pátria. A terra de Nelson Mandela, o líder
que durante 28 anos ficou preso pelo crime de defender seu povo
contra o segregacionismo, e acabou Presidente do país, em
1994.
O país não
possui uma, mas três capitais: a Cidade do Cabo (Capital Legislativa),
Bloemfontein (Judiciária) e Pretória (Administrativa).
Foi esse país, rico de histórias e tradições,
que nos atraiu para uma viagem inesquecível.
Nossa viagem começou
em Johanesburgo, sua maior cidade. Como ela pouco oferece de interessante
para os turistas, nossa estada ali foi curta, resumindo-se a duas
visitas: ao centro da cidade e a uma mina de ouro. Visitamos o complexo
aurífero Gold Reef City, onde pudemos acompanhar todo o processo
de extração de ouro, até sua transformação
em lingotes. Ali existe, também, a réplica de uma
cidade da África do Sul no início de sua colonização.
Nossa próxima
parada foi em uma cidade próxima, Pretória, capital
administrativa e centro cultural com museus, universidades, consulados
etc.
Em seguida, voamos
para a Cidade do Cabo e nos hospedamos nas proximidades do Waterfront,
situado entre o mar e uma cadeia de montanhas, dentre as quais a
Table Mountain, cartão-postal da cidade. A poucos quilômetros
dali encontramos a Robben Island, uma espécie de “Alcatraz”
(a célebre prisão de São Francisco, EUA), onde
Nelson Mandela esteve prisioneiro.
De carro, saímos
a conhecer a região. Demos uma volta pela península
do Cabo, passando por balneários de luxo e pontos turísticos
como uma praia em que se encontram pingüins nativos - um mistério
que até hoje os biólogos não conseguiram explicar,
pois essas aves vivem normalmente na Antartida.
O ponto culminante
desse tour foi a visita à reserva do Cabo da Boa Esperança,
onde se pode conhecer, a pé, os marcos históricos
de Bartolomeu Dias e Vasco da Gama. Ingressando em um bonde, fomos
ao topo da península do Cabo e, também a pé,
alcançamos “a pontinha da África no mapa”;
segundo alguns estudiosos, de um lado se avista o oceano Atlântico
e, do outro, o oceano Índico.
Da Cidade do Cabo,
outro vôo, dessa vez para a reserva Kapama, perto da fronteira
com Moçambique.
De jipe, partindo
de Kapama, atingimos um acampamento, o Buffalo Camp. Nele, a hospedagem
é feita em tendas de lonas suspensas sobre árvores,
para se evitar os animais ferozes. As tendas apresentam relativo
conforto, algumas contendo banheiro em seu interior, outras fora.
Logicamente, é uma experiência e tanto - para quem
tem gosto por aventuras. Como nós...
Permanecemos ali
por um bom tempo, fazendo dois safáris por dia: um ao amanhecer
e outro, ao entardecer, sempre acompanhados de um guia e de um batedor.
Nosso objetivo, como o de todo safári, era conhecer o “Big
Five”; os cinco mais importantes animais africanos: búfalo,
elefante, leão, leopardo e rinoceronte. Realmente, era um
prêmio avistá-los, o que é muito difícil,
em comparação com os outros numerosos animais da fauna
africana.
Voamos de volta a
Johanesburgo e, de carro, nos dirigimos ao complexo turístico
Sun City, situado a 190 km dali. A hospedagem foi no The Palace,
famoso por ser o único hotel seis estrelas do mundo. Como
o nome indica, é réplica de um palácio, a que
não falta luxo. Nele são famosos os coqueiros e as
construções artificiais: uma cachoeira (a maior do
mundo, nesse tipo), praias e mar artificial
O piso do The Palace
é coberto por 15 mil metros de tapete; o hall principal é
inspirado no teto da Capela Sistina, do Vaticano; cada suíte
possui 800 itens do artesanato africano. Há, no Sun City,
outros hotéis, teatros, cinemas, cassinos e restaurantes,
além de uma infinidade de atrações, que tornam
o complexo quase uma cidade independente.Pode-se, inclusive, fazer
um safári de balão, dentro da área do Sun.
Conhecê-lo é viver uma incrível experiência.
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