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TOCANTINS

Criado em 1988, é o estado mais novo do Brasil e pertence à região Norte. Devido a sua curta existência, há uma grande chance de preservar os seus encantos como, por exemplo, o Jalapão.

A preservação e o respeito à natureza são a tônica neste novo Estado. Muitos já descobriram a enorme potencialidade desta região que, em breve, se tornará um dos maiores pólos ecoturísticos do Brasil.

O estado possui rios importantes, florestas, campos, serras, cachoeiras, cidades históricas, um rico artesanato indígena e a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal. Por sua localização privilegiada, é uma zona de transição de grandes ecossistemas brasileiros: Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga e Pantanal.

Os rios Araguaia e Tocantins percorrem, quase em paralelo, uma extensa região, banhando cidades e formando praias (de areias finas e água morna), lagos piscosos (com muitos peixes, tais como Pirarucus, Tucunarés, Filhotes, Matrinchãs e Pirararas).

O governo de Tocantins criou o projeto Complexo Turístico do Araguaia, dividindo o rio em vários pólos de ecoturismo, com o objetivo de proporcionar mais conforto e estrutura ao turista, além de garantir a preservação da região.

O primeiro pólo fica na cidade de Cantão (Parque Estadual do Cantão). São quase 89 mil hectares, formados pelos rios Javaé e Côco, ao norte da Ilha do Bananal. Abrange ainda os municípios de Pium e Caseara. Esta região é transição do Cerrado para a Floresta Amazônica. É uma região paradisíaca, com inúmeras ilhas fluviais, praias e uma rica fauna e flora.

Outra região ainda no oeste de Tocantins muito procurada pelos turistas é a Lagoa da Confusão e a Ilha do Bananal (mais o acesso é controlado). Possuí importantes tribos como: Karajá, Javaé, Xambioá, Krahô, Apinajé e Xerente.

Na culinária, podemos citar o arroz com galinha e açafrão, os peixes tucunaré, pintado ou filhote na telha, além do famoso licor de pequi.

Palmas (TO)

A capital mais jovem do Brasil foi fundada em 20 de maio de 1989. “Coração do Brasil”, ela é cercada pelas Serras do Carmo, Serra do Lajeado e pelo Rio Tocantins. Seu nome é uma homenagem a Comarca de São João da Palma, sede do primeiro movimento separatista do antigo Norte de Goiás, e também pela grande quantidade de palmeiras típicas da região. Considerada uma das cidades mais arborizadas do Brasil (produz 1 milhão e 500 mil mudas por ano, plantadas em parques e jardins da cidade). Lá, felizmente, a população é muito preocupada com a preservação do meio ambiente.

O clima tropical tem duas estações bem definidas durante o ano: verão (sol, de maio a setembro) e inverno (com chuva, de outubro a abril). A temperatura média anual fica entre 26º e 27º.

A população, de acordo com o Censo 2.000, possui 136.554 habitantes.

Acesso terrestre: TO-050 e TO-060, que bifurcam com a BR-153.

Sua arquitetura assemelha-se à Brasília. Já oferece infra-estrutura de restaurantes, bares, casas noturnas e bons hotéis.

J A L A P Ã O
É um local exótico do Cerrado brasileiro, preservado e pouco conhecido. O Jalapão está localizado na região Centro-Oeste do Brasil, a leste do estado do Tocantins, situada entre os paralelos 9º e 48º de longitude oeste. Faz fronteira com os estados do Piauí, Bahia e Maranhão, demarcado naturalmente pela Pedra da Baliza.

A extensão do Jalapão é enorme. Possui uma área de 34 mil quilômetros quadrados, o tamanho do estado de Sergipe. Ele vai do deserto ao oásis, da serra ao cerrado, passando por grutas, cachoeiras, nascentes, praias, dunas, rios, chapadões e planaltos. A temperatura média é de 30º.

Seu nome deriva da composição de uma planta diurética, típica da região, chamada “Jalapa-do-Brasil”, também conhecida pelos nativos como capim rei. Misturada à cachaça, deu-se o nome de Jalapão, segundo a crendice popular.

O difícil acesso ainda mantém este Bioma intacto, porém a responsabilidade de manter um lugar como este preservado está em nossas mãos. A cada ano o Jalapão se torna mais explorado pelos turistas de aventura e junto a isto há de existir uma grande preocupação com a preservação de suas belezas.


A região do Jalapão abrange oito municípios: Ponte Alta do Tocantins, Novo Acordo, São Félix do Tocantins, Rio do Sono, Lizarda, Lagoa do Tocantins, Santa Tereza do Tocantins e Mateiros. Neste último, o destaque fica para a comunidade de Mumbucas, remanescente de Quilombos vindos da Bahia e que habitam esta localidade desde 1908. É uma sociedade matriarcal, formada por 22 famílias, com cerca de 100 habitantes.

Segundo dados do IBGE, de 1997, a população total da região era de 28.072 habitantes, sendo que 20 mil deles se concentravam nos municípios de Ponte Alta, Mateiros e São Félix, com uma densidade populacional de 1,3 habitante por quilômetro quadrado.

Em geral, a população vive em casas de Adobe, cobertas de piaçaba. A atividade econômica gira em torno da agricultura de subsistência, do extrativismo e da pecuária. Em compensação, o artesanato da comunidade de Mucumbas já ganhou fama internacional por causa de sua beleza. Manufaturado com capim dourado, chapéus, bolsas e outros objetos parecem feitos de fio de ouro.

Atrações Turísticas

É bom salientar que a região possui duas estações distintas: inverno (de janeiro a maio, chove mais) e verão (de junho a dezembro, a melhor época para visitar).

Os vôos para Palmas partem de São Paulo e Rio de Janeiro, pelas companhias aéreas Tam e Rio-Sul, com escala em Brasília.


Principais municípios e suas atrações

PONTE ALTA - 189km de Palmas. GPS: 10º74` sul e 47º 53` oeste, 294m acima do nível do mar. Gruta e cachoeira Sussuapara, Morro da Pedra Furada e Praia de Tamburi.
MATEIROS - GPS 10º54`sul e 46º42` oeste, 493m acima do nível do mar. Dunas da serra do Espírito Santo com o seu córrego Brejão do Areião, Cachoeira da Velha, Fervedouro, Pedra da Baliza e Cachoeira da Formiga.
NOVO ACORDO - 110km de Palmas. Montanha Cônica e Praia do Borges.
SÃO FÉLIX DO TOCANTINS: Praia do Rio do Sono, Morro da Catedral e Cachoeira do Rio da Prata.


MAPA

Meio Ambiente

Por ser considerada um ecótono, ou seja, uma zona de transição de dois ou mais Biomas
(Caatinga e Cerrado), por ter 48% do Cerrado não antropizado (sem a presença e ação do homem) bem como a nascente do Rio Parnaíba e muitos afluentes dos rios São Francisco e Tocantins, o Jalapão é alvo de interesse de pesquisadores nacionais e internacionais, além dos ecoturistas.

O conceito dos “Hotspots”, criado em 1988 pelo Dr. Normam Myers, estabeleceu as dez áreas mais críticas em todo o mundo. Uma delas é o Cerrado. Recentemente, um novo estudo liderado pelo Dr. Russell A. Mittermeier, presidente da Conservation International, deu outros incrementos a este conceito.

Portanto, a região tem que ser muito bem estudada e pesquisada. A criação de leis é muito importante para evitar o impacto da ação do homem e proteger o meio ambiente, pois todo crescimento turístico normalmente vem acompanhado de algum impacto ambiental.

Há diversos problemas que precisam de soluções. A ação da erosão nas encostas de arenito (Erosão Eólica Natural), como a da serra do Espírito Santo, já formou 20 quilômetros quadrados de deserto. A presença de veículos 4x4 e caminhões, abrindo novas trilhas, causa mais erosões neste frágil Cerrado e pode levar ao assoreamento de córregos e rios próximos. As queimadas provocadas pelos próprios moradores, com o objetivo de revitalizar o solo, agridem o meio ambiente. Muitos fazendeiros também desmatam o cerrado para criar pastos e tratar o gado em regime aberto. Isso, sem contar a contaminação do solo por parte dos moradores que constroem (sem nenhuma orientação) fossas sépticas perto de lençóis freáticos. A visita de turistas também acaba roubando a identidade cultural da comunidade Mumbucas. Tudo isso são só alguns exemplos para nos deixa em estado de alerta máximo!!!!

De concreto, a única medida preventiva foi a criação do Parque Estadual do Jalapão, pelo governo do Tocantins, em 12 de janeiro de 2001. São 159 mil hectares de solo arenoso úmido, vegetação rala de cerrado e serras também de material arenoso (resquícios de 300 milhões anos). Há uma suspeita de que o local foi coberto pelo oceano. Mas não se sabe se o mar recuou ou se foi o continente que cresceu. E ainda continua em processo natural de erosão, levando a formação do deserto.

Em torno do parque existe a Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual do Jalapão. São 461 mil hectares, englobando a margem esquerda do Rio Novo, a Cachoeira da Velha e o Alto da Chapadinha, onde se situa a pousada do Jalapão.

O departamento de conservação de ecossistemas da diretoria de unidades de conservação e vida silvestres do IBAMA fez uma expedição ao Jalapão para coletar muitos dados e identificar novas áreas para a criação de unidades de conservação.

Alguns registros importantes na região

George Gardner, botânico inglês, em 1846, realizou um estudo da vegetação da região.
James Wells, engenheiro da Public Works Construction Company, em 1886, fez um levantamento de itinerário para a estrada de ferro Pedro II, que ligaria a região com o Rio São Francisco.
Gilvandro Simas Pereira registrou, em 1942, que a região de planalto tem cerca de 900m no trecho em que divide as águas do São Francisco e Tocantins.
Miguel Von Behr, em 2002, chefiou uma expedição de um projeto do IBAMA, chamado Gestão Biorregional do Jalapão.

Fauna

Tamanduás, veados campeiros, antas capivaras, lobos guarás, jacarés, onças, tucanos, papagaios, araras azuis, emas, seriemas, cachorro do mato, etc.

Flora
Estrato arbóreo-arbustivo e herbáceo-subarbustivo. É uma flora riquíssima que apenas é superada pelas Florestas: Amazônica e Atlântica.

 
 
 
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