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PARÁ
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| Quem
pensa que o turismo paraense se resume em Floresta Amazônica
está muito enganado. Você encontra praias de mar, praias
de rio, ilhas fluviais, áreas de pantanais, pequenos rios
de água cristalina, locais para pesca esportiva e esportes
radicais. Além disso, é um estado rico em festas folclóricas,
culinária e frutas exóticas. Para completar, tem uma
vida cultural intensa.
Belém, a capital, é
considerada a porta de entrada da Amazônia, devido a uma posição
favorável: está mais perto da Europa e dos Estados
Unidos. O aeroporto foi todo remodelado para receber turistas, principalmente
os estrangeiros.
Belém
foi fundada pelos portugueses em 1.616. É uma das capitais
que mais investiu na restauração de seus patrimônios
históricos. Prova disso é a reurbanização
das Docas, uma das maiores obras do Brasil realizada em zona portuária.
Além da Estação das Docas, o Teatro da Paz
e o mercado Ver-O-Peso também foram reformados.
A
cidade é muito bonita. Tem largas avenidas, prédios
modernos, bons restaurantes e teatros. Uma amostra de que o moderno
convive em perfeita harmonia com o histórico.
Ao
passear pela Cidade Velha, o turista entende melhor como era Belém
na época áurea da borracha. É lá também
que se encontra a maior feira livre da América Latina: o
Ver-O-Peso, nome originado de um antigo posto português de
fiscalização e tributos da Casa do Haver o Peso.
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DICAS
DE BELÉM
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CIDADE
VELHA
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Se
prepare para uma boa caminhada, passando pelo Forte do Castelo (atualmente
em reforma); rua Siqueira Mendes, a primeira rua de Belém;
Ladeira do Castelo; Catedral da Sé; Igreja do Carmo; Palácio
Velho; Igreja do Santo Alexandre, atual Museu de Arte Sacra; rua
Dr. Assis; Palacete Pinho, construção de 1.897; Prédio
do Arsenal da Marinha e muitas outras atrações históricas.
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| MERCADO
VER-O-PESO
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| Fica
na Doca do Porto de Belém, ao lado do Forte do Castelo, à
beira da Baía da Guarajá. Dedique um bom tempo na
feira para conhecer as frutas típicas, comidas e produtos
da Floresta Amazônica em geral. Não tenha vergonha,
pergunte sobre tudo. Aproveite para conversar com as famosas mandingueiras,
mulheres que conhecem uma variedade de plantas e preparam verdadeiras
“poções mágicas” para todos os
tipos de males. Conheça também a feira do Açaí,
bem próximo dali, e veja como este produto é disputadíssimo
quando chega pela manhã em centenas de barcos.
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BASÍLICA
NOSSA SENHORA DE NAZARÉ
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| A
basílica foi construída no local onde encontraram
uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, em 1.923. Sua fachada
foi inspirada na Basílica Maior de São Paulo, em Roma.
Fica na Praça Justo Chermont S/N°, no bairro de Nazaré.
O
Círio de Nazaré, que ocorre no segundo domingo de
outubro, é uma das maiores procissões católicas
do mundo. Os 380 metros de extensão de uma corda de sisal
oleado, que protege a Santa durante a cerimônia, simboliza
o elo místico entre o povo paraense e a rainha da Amazônia,
a Santa e Virgem de Nazaré. O toque dos dedos no sisal garante
aos fiéis as graças de Nossa Senhora.
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BOSQUE
RODRIGUES ALVES
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Fica na Avenida Almirante Barroso,
2.453, no bairro do Marco. Seu desenho foi inspirado no “Bois
de Boulogne”, de Paris. O bosque possui uma área de
150 mil metros quadrados de floresta amazônica preservada,
na qual se encontram um orquidário, grutas, cascatas e alguns
animais da floresta, tais como macacos, cotias e araras.
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PARQUE
ZOOBOTÂNICO DO MUSEU EMÍLIO GOELDI
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| É
uma área com mais de duas mil espécies de plantas
e árvores. Tem aquário, biblioteca com temas regionais
e um excelente museu com um grande acervo arqueológico e
etnográfico.
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TEATRO
DA PAZ
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| Localizado
na belíssima Praça da República. É considerado
um dos mais belos teatros do Brasil. Suas obras tiveram início
em 1.868 e foram concluídas dez anos depois. Recentemente,
foi todo restaurado. Uma lembrança trágica do local
está ligada à morte do famoso maestro Carlos Gomes,
que faleceu depois de apresentar ali a ópera “O Guarany”.
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ESTAÇÃO
DAS DOCAS
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| Localizada
a beira da Baía do Guajará, foi construída
inicialmente a partir dos galpões das antigas Docas de Belém.
Atualmente, o local passa por uma ampla reforma e expansão.
Em se tratando de região portuária, essa obra é
considerada única, se comparada com muitas existentes em
outros países.
Toda
a área é climatizada. O turista conta, inicialmente,
com cinco excelentes restaurantes, uma mini-fábrica de cerveja,
bares, sorveteria, livraria, lanchonete, cyber-cafés, espaços
para eventos, teatro e um terminal fluvial de onde partem passeios
pela baía. Um detalhe: tem música ao vivo todos os
dias. O show acontece num palco deslizante e suspenso, que percorre
todas as mesas do salão.
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PARQUE
DA RESIDÊNCIA
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| Outro
excelente complexo de cultura e lazer. Trata-se de uma antiga residência
oficial dos governadores paraenses. Nele se localiza a estação
gasômetro, com teatro para 400 pessoas, cafés, lojas
de produtos regionais e ótimos restaurantes. Neste complexo
também se localiza a Secretaria Executiva de Cultura, um
lindo palacete todo preservado.
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ICOARACI
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| Os
verdadeiros artesões da cerâmica Marajoara estão
em Icoaraci, a 19km de Belém. Por causa do nome, muita gente
pensa que este tipo de cerâmica se encontra na Ilha de Marajó.
Na verdade, os artesãos formam uma comunidade descendente
de índios e que dominam a técnica desta arte. Vale
a pena conhecer as diversas fábricas e comprar artesanato
diretamente deles.
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ILHA
DO MOSQUEIRO
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| É
uma ilha fluvial, situada na costa oriental do rio Pará,
no braço sul do rio Amazonas. Está localizada a 60km
de Belém. Suas praias são lindas e muito freqüentadas,
principalmente por surfistas, devido às ondas que chegam
a atingir mais de um metro.
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ILHA
DO MARAJÓ
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| Maior
ilha fluvio-marítima do mundo, na foz do rio Amazonas, e
berço da cultura Marajoara (por volta do ano 980 AC).
Existem
dois acessos: de barco, que sai do cais do porto (Docas) e leva
geralmente duas horas e meia de travessia. Ou de ferryboat, que
parte de Icoaraci e leva aproximadamente quatro horas para completar
o percurso. Esse último é o meio indicado para quem
vai de carro.
Seu
turismo se resume em turismo rural e boas praias. A maioria das
atrações se concentra na parte leste do arquipélago,
que não sofre tanto com as inundações que ocorrem
entre fevereiro e maio.
Existem
muitas fazendas de criação de búfalos na região.
Conta a lenda que um barco carregado desses animais, vindo da Índia
para a Guiana Francesa, naufragou perto do arquipélago. Como
os búfalos são excelentes nadadores, muitos conseguiram
nadar até terra firme e se estabeleceram por toda as Ilhas.
Salvaterra
e Soure são os principais municípios. Este último
é conhecido como a “Capital de Marajó”.
Embora
o acesso seja difícil, recomendamos conhecer a cachoeira
de Arari, a 75km de Soure. Neste lugar, existe o deslumbrante Lago
Arari e o museu do Marajó, criado pelo padre italiano Giovanni
Gallo.
Não
deixe de provar a carne de búfalo e o famoso queijo de búfalo.
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SALINÓPOLIS
(SALINAS)
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| Está
a cerca de 200km de Belém. É uma região de
praias belíssimas e urbanizadas, como a orla do Maçarico.
A mais selvagem, a Praia do Atalaia, fica a 14km do centro de Salinas.
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ALGODOAL
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| Fica
no caminho para Salinas. Para quem vem de Belém (a 168km),
se localiza na Ilha de Maiandeua. Trata de uma ilha que não
trafega carro. O transporte é por charrete, a luz vem de
gerador e a água, de fonte. É uma área de preservação
ambiental desde 1.990. Para chegar até a ilha, precisa pegar
um barco no Porto de Marudá. A travessia dura em média
40 minutos.
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RIOS
ARAGUAIA E TOCANTINS
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| Estes
dois importantes rios se unem e atravessam o Pará no sentido
Sul-Norte. É um dos maiores complexos de pesca esportiva
fluvial do Brasil, principalmente na região da Hidrelétrica
de Tucuruí onde acontece todo ano o Topam (torneio de pesca
do tucunaré).
A
partir de junho, alta temporada da região, suas águas
começam a baixar e dão lugar às praias e ilhas
ao longo do rio. Nessa época do ano, milhares de pessoas
montam bares e acampamentos. A cidade mais agitada é Conceição
do Araguaia.
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SANTARÉM
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| Santarém
se localiza na margem direita do rio Tapajós, na confluência
com o rio Amazonas. Ali se encontra um belo espetáculo: o
encontro das águas do Amazonas com as águas verde-azuladas
do Tapajós.
Os
únicos meios para se chegar em Santarém são
de barco (que leva dois dias de travessia) ou de avião, partindo
de Belém (uma hora de viagem).
A
33km de Santarém, o turista alcança o “Caribe
de água doce”, também conhecido como distrito
Alter do Chão. O sol brilha quase o ano todo, as areias são
brancas e a água é morna. Nesta região procure
ouvir dos nativos as diversas lendas da Amazônia, como a do
“boto cor de rosa”, ao qual sempre atribuem a gravidez
das moças solteiras da região. Já o “Tucuxi”,
o boto preto, é o salvador dos náufragos.
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