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JALAPÃO
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É
um local exótico do Cerrado brasileiro, preservado e pouco
conhecido. O Jalapão está localizado na região
Centro-Oeste do Brasil, a leste do estado do Tocantins, situada
entre os paralelos 9º e 48º de longitude oeste. Faz fronteira
com os estados do Piauí, Bahia e Maranhão, demarcado
naturalmente pela Pedra da Baliza.
A
extensão do Jalapão é enorme. Possui uma área
de 34 mil quilômetros quadrados, o tamanho do estado de Sergipe.
Ele vai do deserto ao oásis, da serra ao cerrado, passando
por grutas, cachoeiras, nascentes, praias, dunas, rios, chapadões
e planaltos. A temperatura média é de 30º.
Seu
nome deriva da composição de uma planta diurética,
típica da região, chamada “Jalapa-do-Brasil”,
também conhecida pelos nativos como capim rei. Misturada
à cachaça, deu-se o nome de Jalapão, segundo
a crendice popular.
O
difícil acesso ainda mantém este Bioma intacto, porém
a responsabilidade de manter um lugar como este preservado está
em nossas mãos. A cada ano o Jalapão se torna mais
explorado pelos turistas de aventura e junto a isto há de
existir uma grande preocupação com a preservação
de suas belezas.
A região do Jalapão
abrange oito municípios: Ponte Alta do Tocantins, Novo Acordo,
São Félix do Tocantins, Rio do Sono, Lizarda, Lagoa
do Tocantins, Santa Tereza do Tocantins e Mateiros. Neste último,
o destaque fica para a comunidade de Mumbucas, remanescente de Quilombos
vindos da Bahia e que habitam esta localidade desde 1908. É
uma sociedade matriarcal, formada por 22 famílias, com cerca
de 100 habitantes.
Segundo
dados do IBGE, de 1997, a população total da região
era de 28.072 habitantes, sendo que 20 mil deles se concentravam
nos municípios de Ponte Alta, Mateiros e São Félix,
com uma densidade populacional de 1,3 habitante por quilômetro
quadrado.
Em
geral, a população vive em casas de Adobe, cobertas
de piaçaba. A atividade econômica gira em torno da
agricultura de subsistência, do extrativismo e da pecuária.
Em compensação, o artesanato da comunidade de Mucumbas
já ganhou fama internacional por causa de sua beleza. Manufaturado
com capim dourado, chapéus, bolsas e outros objetos parecem
feitos de fio de ouro.
Atrações
Turísticas
É
bom salientar que a região possui duas estações
distintas: inverno (de janeiro a maio, chove mais) e verão
(de junho a dezembro, a melhor época para visitar).
Os
vôos para Palmas partem de São Paulo e Rio de Janeiro,
pelas companhias aéreas Tam e Rio-Sul, com escala em Brasília.
Principais municípios e suas
atrações}
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PONTE
ALTA
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189km
de Palmas. GPS: 10º74` sul e 47º 53` oeste, 294m acima
do nível do mar. Gruta e cachoeira Sussuapara, Morro da Pedra
Furada e Praia de Tamburi.
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MATEIROS
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GPS
10º54`sul e 46º42` oeste, 493m acima do nível do
mar. Dunas da serra do Espírito Santo com o seu córrego
Brejão do Areião, Cachoeira da Velha, Fervedouro,
Pedra da Baliza e Cachoeira da Formiga.
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NOVO
ACORDO
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110km
de Palmas. Montanha Cônica e Praia do Borges.
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SÃO
FÉLIX DO TOCANTINS
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Praia
do Rio do Sono, Morro da Catedral e Cachoeira do Rio da Prata.
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MAPA
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Meio
Ambiente
Por
ser considerada um ecótono, ou seja, uma zona de transição
de dois ou mais Biomas
(Caatinga e Cerrado), por ter 48% do Cerrado não antropizado
(sem a presença e ação do homem) bem como a
nascente do Rio Parnaíba e muitos afluentes dos rios São
Francisco e Tocantins, o Jalapão é alvo de interesse
de pesquisadores nacionais e internacionais, além dos ecoturistas.
O conceito dos “Hotspots”,
criado em 1988 pelo Dr. Normam Myers, estabeleceu as dez áreas
mais críticas em todo o mundo. Uma delas é o Cerrado.
Recentemente, um novo estudo liderado pelo Dr. Russell A. Mittermeier,
presidente da Conservation International, deu outros incrementos
a este conceito.
Portanto,
a região tem que ser muito bem estudada e pesquisada. A criação
de leis é muito importante para evitar o impacto da ação
do homem e proteger o meio ambiente, pois todo crescimento turístico
normalmente vem acompanhado de algum impacto ambiental.
Há
diversos problemas que precisam de soluções. A ação
da erosão nas encostas de arenito (Erosão Eólica
Natural), como a da serra do Espírito Santo, já formou
20 quilômetros quadrados de deserto. A presença de
veículos 4x4 e caminhões, abrindo novas trilhas, causa
mais erosões neste frágil Cerrado e pode levar ao
assoreamento de córregos e rios próximos. As queimadas
provocadas pelos próprios moradores, com o objetivo de revitalizar
o solo, agridem o meio ambiente. Muitos fazendeiros também
desmatam o cerrado para criar pastos e tratar o gado em regime aberto.
Isso, sem contar a contaminação do solo por parte
dos moradores que constroem (sem nenhuma orientação)
fossas sépticas perto de lençóis freáticos.
A visita de turistas também acaba roubando a identidade cultural
da comunidade Mumbucas. Tudo isso são só alguns exemplos
para nos deixa em estado de alerta máximo!!!!
De
concreto, a única medida preventiva foi a criação
do Parque Estadual do Jalapão, pelo governo do Tocantins,
em 12 de janeiro de 2001. São 159 mil hectares de solo arenoso
úmido, vegetação rala de cerrado e serras também
de material arenoso (resquícios de 300 milhões anos).
Há uma suspeita de que o local foi coberto pelo oceano. Mas
não se sabe se o mar recuou ou se foi o continente que cresceu.
E ainda continua em processo natural de erosão, levando a
formação do deserto.
Em
torno do parque existe a Área de Proteção Ambiental
(APA) Estadual do Jalapão. São 461 mil hectares, englobando
a margem esquerda do Rio Novo, a Cachoeira da Velha e o Alto da
Chapadinha, onde se situa a pousada do Jalapão.
O
departamento de conservação de ecossistemas da diretoria
de unidades de conservação e vida silvestres do IBAMA
fez uma expedição ao Jalapão para coletar muitos
dados e identificar novas áreas para a criação
de unidades de conservação.
Alguns
registros importantes na região
George
Gardner, botânico inglês, em 1846, realizou um estudo
da vegetação da região.
James Wells, engenheiro da Public
Works Construction Company, em 1886, fez um levantamento de itinerário
para a estrada de ferro Pedro II, que ligaria a região com
o Rio São Francisco.
Gilvandro Simas Pereira registrou, em 1942,
que a região de planalto tem cerca de 900m no trecho em que
divide as águas do São Francisco e Tocantins.
Miguel Von Behr, em 2002, chefiou uma expedição de
um projeto do IBAMA, chamado Gestão Biorregional do Jalapão.
Fauna
Tamanduás,
veados campeiros, antas capivaras, lobos guarás, jacarés,
onças, tucanos, papagaios, araras azuis, emas, seriemas,
cachorro do mato, etc.
Flora
Estrato arbóreo-arbustivo e
herbáceo-subarbustivo. É uma flora riquíssima
que apenas é superada pelas Florestas: Amazônica e
Atlântica.
Palmas
(TO)
A
capital mais jovem do Brasil foi fundada em 20 de maio de 1989.
“Coração do Brasil”, ela é cercada
pelas Serras do Carmo, Serra do Lajeado e pelo Rio Tocantins. Seu
nome é uma homenagem a Comarca de São João
da Palma, sede do primeiro movimento separatista do antigo Norte
de Goiás, e também pela grande quantidade de palmeiras
típicas da região. Considerada uma das cidades mais
arborizadas do Brasil (produz 1 milhão e 500 mil mudas por
ano, plantadas em parques e jardins da cidade). Lá, felizmente,
a população é muito preocupada com a preservação
do meio ambiente.
O
clima tropical tem duas estações bem definidas durante
o ano: verão (sol, de maio a setembro) e inverno (com chuva,
de outubro a abril). A temperatura média anual fica entre
26º e 27º.
A
população, de acordo com o Censo 2.000, possui 136.554
habitantes.
Acesso
terrestre: TO-050 e TO-060, que bifurcam com a BR-153.
Sua
arquitetura assemelha-se à Brasília. Já oferece
infra-estrutura de restaurantes, bares, casas noturnas e bons hotéis.
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TOCANTINS
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Criado
em 1988, é o estado mais novo do Brasil e pertence à
região Norte. Devido a sua curta existência, há
uma grande chance de preservar os seus encantos como, por exemplo,
o Jalapão.
A preservação e o respeito
à natureza são a tônica neste novo Estado. Muitos
já descobriram a enorme potencialidade desta região
que, em breve, se tornará um dos maiores pólos ecoturísticos
do Brasil.
O
estado possui rios importantes, florestas, campos, serras, cachoeiras,
cidades históricas, um rico artesanato indígena e
a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal. Por sua localização
privilegiada, é uma zona de transição de grandes
ecossistemas brasileiros: Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga
e Pantanal.
Os rios Araguaia e Tocantins percorrem,
quase em paralelo, uma extensa região, banhando cidades e
formando praias (de areias finas e água morna), lagos piscosos
(com muitos peixes, tais como Pirarucus, Tucunarés, Filhotes,
Matrinchãs e Pirararas).
O
governo de Tocantins criou o projeto Complexo Turístico do
Araguaia, dividindo o rio em vários pólos de ecoturismo,
com o objetivo de proporcionar mais conforto e estrutura ao turista,
além de garantir a preservação da região.
O
primeiro pólo fica na cidade de Cantão (Parque Estadual
do Cantão). São quase 89 mil hectares, formados pelos
rios Javaé e Côco, ao norte da Ilha do Bananal. Abrange
ainda os municípios de Pium e Caseara. Esta região
é transição do Cerrado para a Floresta Amazônica.
É uma região paradisíaca, com inúmeras
ilhas fluviais, praias e uma rica fauna e flora.
Outra
região ainda no oeste de Tocantins muito procurada pelos
turistas é a Lagoa da Confusão e a Ilha do Bananal
(mais o acesso é controlado). Possuí importantes tribos
como: Karajá, Javaé, Xambioá, Krahô,
Apinajé e Xerente.
Na
culinária, podemos citar o arroz com galinha e açafrão,
os peixes tucunaré, pintado ou filhote na telha, além
do famoso licor de pequi.
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